quinta-feira, 26 de março de 2026

 Could I? Should I?





Não posso deixar de falar que, por um ato impulsivo, comprei todos os vinis possíveis do My Chemical Romance. Eu deveria ter feito isso agora? Não! Mas fiz. Me arrependo? Não necessariamente, mas fui imprudente. Agora é só aguardar chegar. Confesso que estou feliz por isso, mas sei que poderia ter comprado aos poucos e com calma. Mas quais são as chances de estarem todos disponíveis?!


Espero que...



 Talvez algo dê certo nos próximos dias ou meses. É só isso por agora. Até logo, espero voltar com boas notícias.

Eu não vou deixar de postar quando puder, apenas sobre essa questão.

sexta-feira, 13 de março de 2026

Chico


Meu filho Chico. Não, ele não era humano, mas nosso amor foi real. Eu o amarei para sempre. Ele partiu em 2021 e despedaçou meu coração. Eu passei por todo o processo de luto e, apesar da injustiça que foi sua partida e de ainda sentir um pouco de impunidade, a parte mais difícil é saber que ele não vai mais voltar.

Eu o amava tanto, amava tanto, e ainda o amo.

Te amarei para sempre, Chico. Um dia, talvez, eu tenha outro filho e o ame, seja ele humano ou não humano como você, mas você jamais será esquecido. Nunca, nunca mesmo. Você sempre fará parte da minha vida.

Sinto muito que você tenha partido. Às vezes me sinto culpado por ter te levado naquela clínica. Nessas situações eu adoraria que existisse um paraíso para animais, eu queria que você continuasse existindo em algum lugar e estivesse feliz.

Eu sinto muito. Te amo!

quarta-feira, 11 de março de 2026

 Paixão pela vida? Minha rotina com medicação.




Estou me sentindo bem, diferente de antes, quando o desejo de sucumbir era gritante. Voltei a fazer coisas básicas que eu não estava conseguindo e até voltei a ver série, no caso Chucky, que eu tinha largado há algum tempo, mas eu adoro aquele boneco maldito.

A medicação tem funcionado. Ainda não faz nem um mês que estou tomando e realmente tem ajudado. Eu não diria que estou 100% bem, mas estou bem. Estou conseguindo fazer coisas, estou conseguindo querer viver.

Será que a paixão pela vida que eu tive em alguns momentos bem específicos está voltando? Eu não sei. 

terça-feira, 3 de março de 2026

 Quando desliguei 




Uma vez eu desmaiei. Não houve luz, não houve lembranças passando diante dos meus olhos, não houve qualquer experiência mística. Foi simples. Como desligar uma televisão no meio do ruído. Um segundo antes havia imagem, som, tensão. No instante seguinte, nada.

E naquele nada não existia dor. Não existia pensamento. Não existia o peso constante de ser alguém. Por um minuto, ou talvez menos, eu simplesmente não fui. Não estava. Não sentia. E o mais perturbador é que aquilo era profundamente pacífico.

Se morrer for assim, talvez seja apenas isso, um desligar silencioso.

Eu não teria achado ruim não ter voltado. Essa é a parte que me assusta admitir. Porque não se trata exatamente de querer morrer, mas de reconhecer que a ausência de tudo parecia descanso. Um descanso que não exige esforço, que não pede resistência, que não cobra lucidez.

Não é minha culpa precisar desse coquetel de comprimidos para continuar funcionando. Eles me mantêm de pé, regulam o que em mim desregula, seguram o que ameaça cair. Sem eles, talvez eu morra. É quase irônico depender de algo para sobreviver quando, em certos momentos, a ideia de desaparecer parece tão serena.

O intrigante é essa pergunta que não se resolve. Eu quero morrer, ou eu só quero que a dor desligue? Quero o fim da vida, ou o fim do cansaço de existir?

Porque são coisas diferentes. E eu ainda estou aqui, tomando os comprimidos, respirando, escrevendo sobre o minuto em que não existi.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

 Vincent van Gogh




Minha paixão por Vincent surgiu em 2011, ainda no período de luto pelo fim de Harry Potter, que é minha saga literária e cinematográfica favorita.

Já conhecia algumas pinturas dele, mas não de forma tão profunda. Através da série Doctor Who, especificamente do episódio Vincent and the Doctor, pude conhecer um pouco mais, com aquela mistura de ficção científica e fatos. Surgiu um enorme carinho por ele. Eu pude sentir toda a sua dor, é como se eu fosse uma esponja e tivesse absorvido tudo o que ele sentia. Aqui me refiro ao Vincent real, e não ao personagem da série. Ele sofria claramente de um transtorno mental, do qual não posso afirmar qual seja, pois não há como saber ao certo. Isso me aproximou ainda mais dele, além de suas belas pinturas. Se existisse algo verídico como a alma, eu diria que consegui enxergar a dele através de suas obras e cartas ao irmão, Theo.

Eu tenho um carinho enorme pelo Vincent, eu sinto como se fosse um amigo que perdi e não pude fazer nada para evitar, como senti com o Walter, um amigo que passou muito rápido pela minha vida quando entrei na universidade, ainda no primeiro período, e que não voltou mais, porque a vida foi cruel com ele e ele não suportou continuar aqui. Eu também lembro dele com muita frequência.

A sensação é a mesma com o Vincent. Ele era um amigo que não me conhecia, mas eu o conheci e vi seu potencial, uma pena que ele não tenha conseguido continuar aqui para ver o quanto seria valorizado. Talvez por isso o episódio de Doctor Who me traga algum alívio, mesmo sabendo que é fictício, pois ali o Vincent conseguiu ver, mas seu transtorno mental foi mais forte e o levou. Na vida real, ele não teve essa chance de saber que seria tão reconhecido e aclamado. Lamento por você ter partido, Vincent. Espero um dia poder visitar seu túmulo. Pode parecer mórbido, mas é apenas para retribuir algo que só existe na minha mente, retribuir uma amizade que não existiu, mas uma conexão que foi criada através de sua arte e de sua história de vida.

Você jamais será esquecido. Gostaria de ser grandioso ao ponto de não ser também.