Vincent van Gogh
Minha paixão por Vincent surgiu em 2011, ainda no período de luto pelo fim de Harry Potter, que é minha saga literária e cinematográfica favorita.
Já conhecia algumas pinturas dele, mas não de forma tão profunda. Através da série Doctor Who, especificamente do episódio Vincent and the Doctor, pude conhecer um pouco mais, com aquela mistura de ficção científica e fatos. Surgiu um enorme carinho por ele. Eu pude sentir toda a sua dor, é como se eu fosse uma esponja e tivesse absorvido tudo o que ele sentia. Aqui me refiro ao Vincent real, e não ao personagem da série. Ele sofria claramente de um transtorno mental, do qual não posso afirmar qual seja, pois não há como saber ao certo. Isso me aproximou ainda mais dele, além de suas belas pinturas. Se existisse algo verídico como a alma, eu diria que consegui enxergar a dele através de suas obras e cartas ao irmão, Theo.
Eu tenho um carinho enorme pelo Vincent, eu sinto como se fosse um amigo que perdi e não pude fazer nada para evitar, como senti com o Walter, um amigo que passou muito rápido pela minha vida quando entrei na universidade, ainda no primeiro período, e que não voltou mais, porque a vida foi cruel com ele e ele não suportou continuar aqui. Eu também lembro dele com muita frequência.
A sensação é a mesma com o Vincent. Ele era um amigo que não me conhecia, mas eu o conheci e vi seu potencial, uma pena que ele não tenha conseguido continuar aqui para ver o quanto seria valorizado. Talvez por isso o episódio de Doctor Who me traga algum alívio, mesmo sabendo que é fictício, pois ali o Vincent conseguiu ver, mas seu transtorno mental foi mais forte e o levou. Na vida real, ele não teve essa chance de saber que seria tão reconhecido e aclamado. Lamento por você ter partido, Vincent. Espero um dia poder visitar seu túmulo. Pode parecer mórbido, mas é apenas para retribuir algo que só existe na minha mente, retribuir uma amizade que não existiu, mas uma conexão que foi criada através de sua arte e de sua história de vida.
Você jamais será esquecido. Gostaria de ser grandioso ao ponto de não ser também.